segunda-feira, 8 de março de 2010

pêlo-pelo-pele arrepio

Tantos espaços para escrever, descrever palavras que te façam dar vida a
todo aquele esquema do seu rosto até surgir aquele sorriso... aquele...
Ah, amor, eu te amo daquele jeito
Ouvindo teus passos
Sentindo as tuas mãos nas pontas dos meus dedos
Respirando teu cheiro (o que o vento trás)
... aqui, sozinha.
Essas paredes me entendem também tão bem... de frias são quentes.
Aqui é dentro de mim, como é dentro de mim, frebril
Meu chão sabe o peso do meu sorriso, o quanto sou leve
...que leve... leve para bem longe e leva... a leva de tudo que lava minha alma.
Seria você, então, um arquétipo de tudo que sinto e me faz feliz
Tudo isso te reflete e são reflexos
A luz do que disse, fico a me perguntar como o novo logo é velho e logo se renova?... nove... neve... nave... nu...nuvem
Aqueles antigos passos que tem o mesmo som
Seu toque o mesmo calor
Sua pele o mesmo tom... pêlo pelo mesmo arrepio e palavras
No sorriso o mesmo amor
...
Damos fundo ao plano...
e plena planta plana num rascunho que é o que é... medidas que são o que são.
Esboço, segundo muda... segundo o tempo e segundo o plano.
Muda a muda de lugar, pode mudar... mas a muda não muda. Muda menina, muda idade de podar. po-de-dar mas o que importa sempre fica.
Escorremos cores...

...É tudo assim, inanimado até o momento de tocar

Damos idade ao tempo, esse que nunca tem, nunca teve tempo de ter tempo
Sempre o mesmo, porque para nós as marcas não fazem o passado
E nem o tempo faz tempo.

...tempo ou é chuva ou é sol, as vezes nuvem.

E nos encontramos no fim dessas reticências... ...

3 comentários:

Ruth Connors disse...

lindo... e todo o blog é assim, tão eu..

Etienne. disse...

Estou contsigo, sempre, sempre.

Etienne. disse...

Damos idade ao tempo...